O Brasil investe US$ 2.525 por aluno em educação e US$ 1.290 por habitante em ciência e tecnologia — os menores valores entre 15 países comparáveis, segundo a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. Ao mesmo tempo, o setor privado projeta R$ 510,5 bilhões em tecnologias como nuvem e IA, demandando 570 mil profissionais qualificados com salários 2,6 vezes acima da média.
Essa discrepância tem endereço: sem capacitação inclusiva, o boom tecnológico beneficia poucos e deixa os territórios periféricos para trás — longe das carreiras, dos laboratórios e dos espaços onde a ciência acontece.
Desde 2021 evoluímos a forma de fazer educação STEAM com os territórios, escolas e organizações parceiras. O Hackerclubes e o Minas em Tech são os modelos reais que forjamos, aprimoramos, erramos e acertamos: jornadas práticas e criativas que desenvolvem habilidades STEAM, fortalecem identidades e protagonismos juvenis periféricos, e conectam os saberes dos territórios com tecnologias emergentes para criar soluções que endereçam necessidades locais.